COPA DO MUNDO e OLIMPÍADAS NO BRASIL

POR JUCA KFOURI

 Uma chance de ouro

Sediar uma Copa do Mundo de futebol e os Jogos Olímpicos pode fazer do Brasil o país do século 21.

PRIMEIRO é preciso dizer que a escolha do Rio para sediar a Olimpíada de 2016 foi fruto de um trabalho brilhante. Pura ficção, mas brilhante. Quem viu o Pan-2007 não tem por que acreditar em nenhuma das promessas feitas e sabe que aquela cidade maravilhosa que os filmes mostraram não existe. É claro, porém, que pode existir. Bastará gastar o que está previsto, de fato, nela. Em segundo lugar, é preciso dizer com todas as letras e sem nenhuma ironia que nunca, jamais, o Brasil teve um presidente da República como Luiz Inácio Lula da Silva. Nunca, jamais e em tempo algum. Nenhum governo antes tirou tantos milhões de brasileiros da linha de pobreza, diferença maior dele em relação a todos os seus antecessores. Porque, de fato, um presidente preocupado com os excluídos, coisa que os outros só conheceram na teoria, enquanto Lula foi um deles, na prática. Leia mais em: http://edicaodigital.folha.com.br/home.asp Ou, se for assinante do UOL ou da Folha de S.Paulo, em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk0410200907.htm

Roberto Freire (agressivo) Fernando Gabeira (delicado)

Por Maurício Dias

A migração dos esquerdistas para a direita é uma trajetória comum na história republicana brasileira, embora não seja um fenômeno exclusivo do Brasil como é, por exemplo, essa curiosa fruta nativa da Mata Atlântica chamada jabuticaba. 

Os caminhos dessa conversão política são muitos. E não há problema que isso ocorra, principalmente, quando ex-comunistas, como o agressivo Roberto Freire, ou ex-guerrilheiros, como o delicado Fernando Gabeira, mudaram por acreditar que a democracia política é melhor. Melhor que qualquer autoritarismo que imaginaram melhor para viver. 

Agressivo e delicado são dois adjetivos usados intencionalmente para explicar aos que eventualmente não sabem que Freire e Gabeira usaram armas diferentes contra a ditadura militar brasileira. Agressivo era Gabeira que optou pela ação armada. Delicado era Freire que se lançou na oposição política.

O ruim é quando esses ex-militantes de esquerda passam a servir à direita e se esquecem de todas as outras ideias nas quais acreditavam e pelas quais se batiam. 

Roberto Freire fundou o Partido Popular Socialista, que nada tem de socialista e, muito menos, de popular. No programa partidário exibido dias atrás, ele pontuou todo o roteiro das falas em oposição ao governo Lula. Atacou, por exemplo, a taxação de cadernetas de poupança acima de 50 mil reais, cuja finalidade, exposta pelo governo, é a de bloquear a utilização dos benefícios da poupança pelos grandes grupos de investidores que migraram das aplicações em virtude da queda nos juros. 

Um parlamentar do PPS, Fernando Coruja, com destaque no Congresso, atacou a proposta de Lula de consolidar as leis sociais e torná-las permanentes, como Getúlio Vargas fez com as leis trabalhistas. A entrevista do deputado foi publicada no mesmo jornal em que Lula deu uma entrevista de valor capital. Entre outras coisas, o presidente lembrou: 

“Sou de um tempo de dirigente sindical que, quando a gente falava de salário mínimo, as pessoas já falavam logo de inflação. Nós demos, desde que cheguei aqui, 67% de aumento real para o salário mínimo e ninguém mais fala de inflação”.

Embora aliado de Freire, Gabeira segue por caminho diferente. Protegido pela importante capa do ambientalismo ele ataca com outro viés as regras fixadas pelo governo para a exploração do pré-sal. Ambos servem, hoje, à candidatura presidencial conservadora dos tucanos. 

Aí é que o bicho pega. Um escritor português, o anarquista Manoel de Souza, tratou desse trânsito político, esquerda-direita, na Europa. “Muitos outros comunistas, maoístas e trotskistas (…) comeram na mesa dos condes e das marquesas, ou nos seus leitos, nas amenas praias mediterrâneas, em nome da reconciliação nacional e de um mundo melhor. Para eles, pelo menos.” 

Alguém já disse que eles trocaram o desejo de salvar o mundo pelo oportunismo de salvar-se no mundo.
Sobre eles, o português Souza despejou uma velha e contundente expressão popular da língua portuguesa, não se referindo à mãe que os deu à luz, e sim à condição de oportunistas, “alguém em quem nunca se devia confiar nem deve confiar”. 

A invenção não é mesmo nossa, mas, sem dúvida, há brasileiros dando grande contribuição para aperfeiçoar esse comportamento.

Sobre as falsas informações e imagens

Por Shakira.

“Tudo é uma marca. Tudo é um logotipo. Eu sou uma marca? Sou um logotipo? A industria quer vender discos. A mídia quer vender jornais. As revistas querem vender capas, o marketing quer vender imagens, e os patrocinadores querem vender suas marcas. É um jogo perigoso” .

” Todo dia vemos uma campanha publicitária que quer nos fazer comprar uma guerra. Esta guerra é melhor que a outra. Esta é uma guerra necessária para que o medo vá embora, para que seus filhos cresçam em um país seguro.”

CONFIAR EM ALGUÉM

“Confie em alguém para fortalecer você como só ele pode fazer – para lhe dar paz, felicidade e harmonia a cada manhã. Pois, o poder desse alguém, sua bondade e amor – por você e pelo outro são finitos”.

GRIPE SUÍNA

Há algum tempo não consigo ler mais no ônibus. São muitas as distrações, o desconforto, os problemas no trânsito, etc. Em fim, são vários os obstáculos que não me deixam mais, viajar pelos encantos da leitura. Mas ouço muito o rádio FM. Gosto de ouvir a Itatiaia, Band News e a cada meia hora fico sintonizado na CBN. Somente este período… não dá  para ouví-la mais do que isso. O PSDB acabou com a rádio também.

E mudando de estação para estação, passei pela 106,7 FM – a Rádio Favela. Uma frase me chamou atenção: “pandemia do lucro da Roché”. Concedia naquele momento uma entrevista na Rádio Favela, o Frei Gilvander – pároco da Igreja do Carmo em Belo Horizonte. E aí, o Frei falava sobre a gripe suína, o que pode está em torno da doença. Veja abaixo em tópicos as linhas de racioncínio do padre.

  • Primeiro ele diz que a Roché, fabricante do anti-viral mais indicado no combate à nova gripe, vive uma “pandemia” de lucros. É o negócio das industrias farmaceuticas dando lucro. Só perdem no momento para a indústria bélica.
  • É a ração do grande PORCO,  a Roché.
  • Segundo ele dizia, sobre a espetacularização da MÍDIA com o fato.
  • Um conluio da imprensa com os interesses financeiros por trás da gripe suína.
  • Ele faz também algumas reflexões acerca dos orgãos de saúde envolvidos com o caso. Por exemplo, por que até agora a influenza A (gripe suína) não foi classificada nos casos de saúde pública.
  • E, por quê não quebrar a patente do TAMIFLU e começar a produzí-lo em escala maior.
  • Vendê-lo na forma GENÉRICA. E, os países mais pobres poderiam ter um controle maior sobre a doença.
  • Um TAMIFLU custa mais de R$ 160,00 – e os pobres como vão tratar?
  • Ele abria a janela sobre vários assuntos – o vírus foi criado pelo agronegócio, a ração dos porcos são fabricadas até dos restos de peixes (ossos, vísceras, etc).
  • Ele brinca também…”da gripe aviária, têm tanto galo gordo por aí, cheio de dólares, que nem voa mais”.

Então, é preciso aprofundar nas linhas de pensamento do Frei Gilvander. Não dá pra dizer que é viagem. A mídia já fabricou vários mitos como o terrorismo no Iraque. O país que não tinha armas de destruição em massa, mas têm muito petróleo.

“Grande parte do medo é fabricado” – Frei Gilvander

Vi, li e concordei…

“Liberdade é aquilo que você {perde} quando quer tê-la” (do projeto – o texto e a tela)

Eu trocaria o PERDE pelo PODE. E você?

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