Arquivo para a categoria 'A Educação'

13
Set
09

Sobre as falsas informações e imagens

Por Shakira.

“Tudo é uma marca. Tudo é um logotipo. Eu sou uma marca? Sou um logotipo? A industria quer vender discos. A mídia quer vender jornais. As revistas querem vender capas, o marketing quer vender imagens, e os patrocinadores querem vender suas marcas. É um jogo perigoso” .

” Todo dia vemos uma campanha publicitária que quer nos fazer comprar uma guerra. Esta guerra é melhor que a outra. Esta é uma guerra necessária para que o medo vá embora, para que seus filhos cresçam em um país seguro.”

12
Ago
09

GRIPE SUÍNA

Há algum tempo não consigo ler mais no ônibus. São muitas as distrações, o desconforto, os problemas no trânsito, etc. Em fim, são vários os obstáculos que não me deixam mais, viajar pelos encantos da leitura. Mas ouço muito o rádio FM. Gosto de ouvir a Itatiaia, Band News e a cada meia hora fico sintonizado na CBN. Somente este período… não dá  para ouví-la mais do que isso. O PSDB acabou com a rádio também.

E mudando de estação para estação, passei pela 106,7 FM – a Rádio Favela. Uma frase me chamou atenção: “pandemia do lucro da Roché”. Concedia naquele momento uma entrevista na Rádio Favela, o Frei Gilvander – pároco da Igreja do Carmo em Belo Horizonte. E aí, o Frei falava sobre a gripe suína, o que pode está em torno da doença. Veja abaixo em tópicos as linhas de racioncínio do padre.

  • Primeiro ele diz que a Roché, fabricante do anti-viral mais indicado no combate à nova gripe, vive uma “pandemia” de lucros. É o negócio das industrias farmaceuticas dando lucro. Só perdem no momento para a indústria bélica.
  • É a ração do grande PORCO,  a Roché.
  • Segundo ele dizia, sobre a espetacularização da MÍDIA com o fato.
  • Um conluio da imprensa com os interesses financeiros por trás da gripe suína.
  • Ele faz também algumas reflexões acerca dos orgãos de saúde envolvidos com o caso. Por exemplo, por que até agora a influenza A (gripe suína) não foi classificada nos casos de saúde pública.
  • E, por quê não quebrar a patente do TAMIFLU e começar a produzí-lo em escala maior.
  • Vendê-lo na forma GENÉRICA. E, os países mais pobres poderiam ter um controle maior sobre a doença.
  • Um TAMIFLU custa mais de R$ 160,00 – e os pobres como vão tratar?
  • Ele abria a janela sobre vários assuntos – o vírus foi criado pelo agronegócio, a ração dos porcos são fabricadas até dos restos de peixes (ossos, vísceras, etc).
  • Ele brinca também…”da gripe aviária, têm tanto galo gordo por aí, cheio de dólares, que nem voa mais”.

Então, é preciso aprofundar nas linhas de pensamento do Frei Gilvander. Não dá pra dizer que é viagem. A mídia já fabricou vários mitos como o terrorismo no Iraque. O país que não tinha armas de destruição em massa, mas têm muito petróleo.

“Grande parte do medo é fabricado” – Frei Gilvander

12
Mar
08

CASA DO ESTUDANTE

Na busca de progressão e ao encontro de sonhos e idealizações tive a oportunidade de poder residir na casa para estudantes de Araçuaí, projeto pessoal e assistencialista do ex-religioso, Valter Altoé. Fico muito agraciado em ser o primeiro a poder desfrutar de tal generosidade. Mais que lições como as de humanidade, colaboracionismo e partillha. Encontrei um lugar com muitos sonhos e possibilidade de realizações.

Durante o período que residi por lá, foi me concedido à oportunidade de dar continuidade aos meus estudos. Cumpri o objetivo principal da moradia na casa. O de acolher “jovens” com a intenção de dar prosseguimento aos estudos, de preferência o ingresso na universidade.

Morei na casa desde junho de 2000 até dezembro de 2006. Neste período eu concluí a graduação em Comunicação Social. Foi um tempo bom, de muitas amizades com o pessoal da casa e outras pessoas externas. Embora todos nós já houvéssemos conhecidos uns aos outros. A convivência serviu para fazer troca de experiências, dialogar e ajudar na tomada de decisões. Acerca dos “temas” que permeavam o discurso comum, entre os moradores da casa.

Um tempo inesquecível e multiplicador, sobre os fins que se tomaram nossas vidas depois da experiência vivida ali. As atividades ligadas ao convívio e a busca de suprimentos para nossas necessidades, fez da gente moradores e familiares ao mesmo tempo. O convívio com Valter, Shirley, Adilson, Bel (Welbert), Adão, André, Simone, Marco Aurélio, Heloísa e Carla, foi muito bom. Houve uma ocasião que o contato com essas pessoas foi “intenso”, algo já mais vivenciado por mim. Quatro de nós trabalhavam na mesma empresa e faziam o mesmo cursinho, etapa antecedente a entrada no curso superior. Imaginem isso… Uma verdadeira relação de família.

Entre os afazeres da casa (limpeza, organização, cuidados básicos, etc.). O Valter (não como pessoa), mas como idealizador do projeto, nos pedia a interação com a comunidade. De alguma forma, seja no trabalho de pastoral ou ali, no contato com os visinhos mais próximos, relacionando com as pessoas. O duplo papel do Valter foi muito acrescentador para a casa. De pioneiro da idéia, mediador e morador também. A duplicidade de papéis acrescentou a importância das funções que às vezes é inerente para nós.

Então, é isso, apenas uma idéia do que ocorreu dentro da casa. Foi mais que uma “ponte” entre as pequenas coisas que sonhávamos, ainda em Araçuaí, e o que hoje somos. Ainda que pequenos, mas diferentes. Pequenos, por que também não queríamos ser “imensos”, e diferentes, pois, aprendemos a enxergar as coisas de maneira incomum. Sobretudo, no aspecto como as pessoas se relacionam em grupo.

Para todos que passaram pela casa, creio ter sido uma oportunidade ímpar em nossas vidas. Nossos anseios eram muito similares, falo isso com a propriedade de que conversávamos, quando consultávamos uns aos outros sobre as nossas decisões. A casa foi um laboratório de partilha, de solidariedade, de comunhão e doação. Meus agradecimentos ao grande cientista, Valter Altoé e, aos grandes amigos: Shirley e Adilson.

Não resisti, com tantas palavras, e em nenhuma delas traduzem o som, Mike. Tenho que falar um pouco dele. Foi mais que um cão em nossa casa… Vi ali, os reflexos intermináveis da bondade de Valter para com a vida, independente do ser. Sobre o bem-estar daquele Pastor Alemão, havia a extensão de oportunidade, dada por esse grande homem para aqueles que necessitam.

Posso testemunhar assim, beleza?

11
Mar
07

República Altoé, fase um.

No ano de 2000, é dado início do projeto do ex-marista Valter Altoé. Instituir uma casa em Belo Horizonte, para acolher os jovens que viessem do Vale do Jequitinhonha, com o propósito de ingressar no ensino superior.
As primeiras idéias do meu amigo eram um lugar para esses jovens ficarem, poderem estudar bastante, um ambiente que priorizasse o estudo contínuo. Era pré-requisito, estudar e estudar sempre. Um outro requisito, encontrar emprego para manter-se. Algo de trabalho que proporcionasse o sustento próprio e comunitário.
Fui o primeiro a poder participar desse projeto. Após dois meses de aquisição do imóvel, mudei para a casa do Valter. Antes eu morava com uma família (muito amigos), também eram do vale. Fomos recebidos no lugar onde se encontra a casa, com bastante alegria pela família do Seu Tião. Um ambiente, que sobrevive às injustiças da organização pública e política do nosso país. A vila Marieta (paralela á avenida senador Levindo Coelho – no Tirol) é um lugar maravilhoso, de ruas (apenas as três existentes) cheias de pessoas acolhedoras, crianças; ainda que necessitam de cuidados, muito alegres e espertas, em fim, um lugar onde o Brasil acontece.
A princípio moravam na casa eu e o Valter. Com aproximadamente dois meses depois tivemos a brilhante companhia do Adilson. Nesse período ninguém ainda havia se matriculado no curso superior. O Adilson já fazia cursinho, e na primeira vez que tentou vestibular ele passou. Eu, só estava trabalhando e estudava em casa, o Valter fazia a mesma coisa. Depois o Valter foi o próximo a passar no vestibular. Quando isso aconteceu, a casa tinha também a permanência do Adão, e posteriormente da Shirlei. Um momento de grandes adventos na casa, a chegada do André (irmão do Adão), depois da Simone (cacá).
Éramos uma família de sete pessoas. Dois pretendiam estudar serviço social, um optou pela letras, outro jornalismo, mais um integrante queria estudar administração e os outros dois, indecisos entre a pedagogia e a medicina. Cinco trabalhavam na mesma empresa, o que cada vez mais contribuía para a consolidação da amizade. Foram bons momentos, de partilha, de ajuda, de divisão de tarefas na casa, de ir para o supermercado fazer compras e de muita alegria.
Puxa, esqueci do Mike… Na próxima fase, aguardem. Mike desculpe-me.